Olá pessoal,
Meses atrás, a Versátil Home Vídeo apresentou no Facebook alguns ajustes do seu logo em 3D e perguntou ao público o que achavam. Eu sugeri para que observassem o comportamento do logo no caso de uma redução (se o “Versátil Home Vídeo” tinha legibilidade nas lombadas de DVD , por exemplo). Só que eu também sugeri um logo de minha autoria e exponho aqui parte do que demonstrei. Não foi aprovado, mas fica aqui para vocês conhecerem; o texto é um pouco técnico já que enviado para o marketing da empresa. Espero que curtam.
1. O Estudo
O estudo que realizei sobre a identidade visual da Versátil partiu da explanação de alguns elementos como concorrência, público entre outros. É importante salientar que esses estudos que realizei têm como referência o conhecimento que guardo como publicitário, do mercado de Home-Video e de observações feitas ao longo de 8 anos de colecionador; logo sugiro que, se a empresa der uma lida nesse material, comparem com os dados muito mais evidentes em mãos.
É importante explicar a diferença de logo para marca: logo é a representação visual e/ou icônica de uma empresa. Uma empresa tem uma Marca quando seus valores (inovação, liberdade, lealdade, status, etc) atingiram um número de pessoas e estas têm um pensamento conicidente a respeito. A grosso modo: quando pensamos em “cavalo”, mesmo que a pessoa A pense em um castanho e a pessoa B em um branco, todas têm uma ideia semelhante a de um cavalo; esse “cavalo default” na mente das pessoas seria a expressão da Marca.
2.O logo atual
O logo hoje utilizado pela Versátil tem alguns problemas, apesar de demonstrar também valores existentes na empresa:
2.1. Pontos Positivos
O tom dourado utilizado remete a algo precioso e de valor, o que realmente condiz com as obras distribuídas. O peso que a modelagem 3D transmite também auxilia na veracidade do status e da responsabilidade; o ouro é uma preciosidade antiga que transmite valor e durabilidade mesmo com o passar dos anos.
Junte o ouro ao elemento de troféu – com o “V” no ápice – que ganha-se a tradução: ao adquirir um DVD da Versátil, sei que estou levando uma obra de arte, uma experiência única.
As letras utilizadas na base remetem a uma era de ouro do Cinema, por volta da época de 1930: sem serifas e geométrica, a tipografia básica lembra a utilizada a Art Déco.
2.2. Pontos Negativos
Por ser uma imagem bitmap (imagem criada a partir de pixels), o logo da Versátil pode ter problemas em aplicações cuja qualidade de impressão seja nativamente limitada. Essa limitação também reflete no custo de alguns materiais como papelaria, por exemplo.
Outro problema encontrado é na redução do seu logo: dependendo da aplicação, a tipografia na base pode sumir e, aliado ao modo de impressão escolhido, as letras podem ser engolfadas pela cor negra existente em volta. Esse fenômeno pode ser visto em impressoras convencionais (jato de tinta).
3. Público
O público da Versátil que imagino é composto de pessoas de classe A, B e um pouco do C, com conhecimento (educação superior), de 30+ anos e predominantemente masculino. Essas pessoas tem uma base cultural e pesquisam sobre os filmes, ou seja, têm um bom conhecimento sobre cinema e tendem a ser um público mais crítico, prezando qualidade. É comum ter fluência em uma língua, facilitando a compra em outras regiões do mundo. Como dito antes, uma pesquisa faz-se necessária para confirmar tais dados.
3.Concorrência:
Sei que são muitas distribuidoras que trabalham ma mesma linha de filmes de arte (sejam nacionais e/ou estrangeiros) mas avaliei que as destacadas aqui embaixo fossem as mais significativas. Destaque para a Imovision e a Lume, pois estas estão trabalhando na identidade dos seus produtos; a Imovision com o círculo nas capas e a Lume com um lindo trabalho de design que lembra muito a Criterion (que também pode ser colocada como concorrente). O trabalho da Lume reflete-se no preço que é um acima dos padrões vistos hoje no mercado de DVDs (já vi edições simples por R$50).
As concorrentes analisadas foram:
Magnus Opus
4. A proposta:
O projeto de logo que pensei leva em conta a ideia de juntar o novo com o antigo na proporção: uma tecnologia bem aplicada na transferência, na conversão, as capas mais elaboradas e dentro de tudo isso, um clássico.
Abandonei a ideia do troféu, mas mantive as cores principais (preto e o dourado) porque a nobreza e o status conferidos por tais cores é importante. A inovação vem pela releitura da tipografia geométrica que tem elementos da Art Déco com alguns contres irregulares, que trazem sofisticação. Nada mais “Versátil” como isso: conseguir atingir tanto o público cativo quanto levar cultura aos novos (procedimento que a Lume anda fazendo com seus circuitos de cinema).
O “V” antes no topo do troféu foi capitulado, o que também é um procedimento antigo e auxilia neste namoro com o moderno. O corte irregular no topo do “V” é uma alegoria ao ícone do Play, cuja metade está acentuando o “SÁ”, a sílaba mais alta do nome “Versátil” e, por este motivo, recebeu a cor dourada; é o ponto mais alto do logo sonoramente, assim como o “V” era o ponto mais alto do logo atual.
Abaixo seguem estudos em outros backgrounds e a utilização apenas do monograma.
5. Arte:
Já na arte, pensei em diferenciar seguindo a linha Criterion de chamar um designer, mas seguindo um padrão; aí na pesquisa pela internet encontrei um padrão aliado a uma linha minimalista muito legal: o designer Mexicano Dean Walton (ou Mr Shabba) criou uma linha de posters minimalistas, mas, diferentes dos traços retos encontrados em diversas obras, ele toma a estética de pintura e conceitua os filmes através de uma silhoueta (comumente do personagem ou item principal). Através do padrão de arte, cria-se uma estética arrojada para o público.
[ATUALIZADO] Esqueci de comentar sobre a arte da impressão na mídia: minha proposta é que o estilo fotográfico represente algo pertinente ao filme, que não seja apenas um still do protagonista em pose, mas um momento.
6. Embalagem:
Hoje temos acesso a diversos tipos de embalagem para DVD e Blu-ray, porém nenhuma é específica de uma determinada produtora. Apostando em uma diferenciação radical, proponho a utilização da Jewelbox: diferente das antigas caixas acrílicas de CD, tal embalagem tem as laterais reforçadas e em 3 formatos – a Standart (como a capa de CD acrílica), a Plus (semelhante a altura do case de Blu-ray) e a King (do tamanho semelhante ao amaray: 19cm).
Para finalizar, seguem dois exemplos da arte final da Versátil que criei já na embalagem similar a do Jewelbox. E aí, gostaram?






















